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Bike Ride – North Carolina
Great Smoky Mountains
16 a 25 de Maio de 2008
Dia # 04 – Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
A chuva passou e o dia amanheceu com sol a pino, apesar do tempo
muito frio. As oito da manha todos prontos sob as bikes para a partida.
Seguimos pela State Road 276 e passamos pelo centro de Waynesville. Paramos
para colocar gasolina e apos nos dirigimos a State Road 19 atravessando
Cherokee novamente. Paramos para o café da manha num restaurante frequentado
pelos bikers. Nosso destino era finalmente subir a Great Smoky Mountains em
direção ao Deals Gap Tail of The Dragon. O panorama desse dia era
completamente diferente, já que o céu estava claro, as estradas de acesso ao
topo secas e a visibilidade era ótima. A paisagem se modificava à medida que
subíamos. Apos algum tempo na subida tivemos uma parada forcada de mais de
trinta minutos. Aparentemente, no dia anterior, houve um deslizamento de
terra e muitas pedras obstruíram a passagem. Os tratores estavam fazendo a
retirada das pedras e o transito teve que ser interditado em ambos os
sentidos. Aproveitamos a parada pra dar uma esticada nas pernas e acabamos
conversando com muitos bikers que também se encontravam por La. O pessoal
por aqui já esta acostumado com esse tipo de coisa, mas levam tudo na
esportiva. A galera sai dos carros, troca idéias e aprecia a paisagem.
Tivemos tempo também para alguns acertos com os agasalhos, pois estava
ficando mais frio a medida que subíamos. |
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O tempo passou depressa e demos sorte, pois eles
liberaram em primeiro lugar justamente a pista de subida. Seguimos adiante e
paramos num dos principais pontos de observação, justamente na fronteira
entre a Carolina do Norte e o Tennesse. Nesse ponto é onde se encontra o
Clingmans Dome que é o ponto de observação mais alto do complexo de
montanhas. Esta a mais de 6 mil pés. Fica meia milha de caminhada a pé e são
mais ou menos 30 minutos, dependendo de cada pessoa, pois o ar vai se
tornando mais rarefeito. A subida é íngreme e requer esforço. Clark, Rich,
Mike e Sue resolveram subir, mas eu, Teresa e Emmette ficamos no ponto
panorâmico abaixo. Eles demoraram mais ou menos uma hora e quando voltaram
Mike se estatelou no chão para um descanso. Voltamos as bikes seguindo nosso
roteiro. Começamos a descer indo em direção ao Deals Gap. |
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A temperatura havia aumentado. Paramos para retirar
alguns agasalhos e beber alguma coisa. No caminho ainda passamos numa
reserva onde habitam animais selvagens, inclusive ursos. Como o domingo foi
de chuva, todos os caminhos estavam bem cheios. Muitas pessoas deixaram a
visitação aos pontos turísticos para a segunda-feira. Demoramos um longo
tempo para atravessar a reserva. Havia um engarrafamento de carros e
seguíamos em fila indiana. Também fizemos algumas paradas para apreciar as
paisagens e isso nos tomou um tempo que não estava previsto. Voltamos a
State Road 129, agora, finalmente, rumo ao Deals Gap. Os caminhos que levam
ate La são uma atração a parte. Todos bem conservados e repletos de curvas.
Isso nos deu uma boa noção do quanto a pratica leva a uma perfeição maior,
pois nesse terceiro dia já estávamos mais habituados com os caminhos e a
pilotagem das motos já era mais suave e natural. Na Florida é tudo muito
reto e a gente acaba se acostumando a não fazer muitos esforços na pilotagem
das bikes. Foi uma experiência diferente para todos nos. Iríamos passar pelo
Gap no sentido da Carolina do Norte ao Tennesse. Começamos a subida e
encontramos diversos bikers pelo caminho. Estavam sob todos os tipos de
bikes. Logo na Terceira curva um pequeno susto, pois ao cruzar com alguns
bikers que vinham no sentido contrario soltei minha mão esquerda para
acenar. Não me dei conta que a curva que estava fazendo era mais fechada que
esperava e quase tive que parar para não sair da minha própria faixa. Desse
momento em diante … aceno foi só com a cabeça! Apesar de estar com Teresa na
garupa e com uma moto muito grande e pesada, entrei no clima real do Deals
Gap. Das 318 curvas, nas onze milhas do percurso, a maioria são fechadas,
praticamente num angulo quase de cento e oitenta graus. Como disse, depois
do primeiro impacto, a gente entra no ritmo e as curvas vão se tornando mais
fáceis e a nossa tendência é aumentar a velocidade e a inclinação das bikes
cada vez mais. |
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Apos ter cruzado com algumas Harley’s, um grupo de
mais de dez sport bikes cruzaram no sentido contrario. Todos super equipados
e arrastando os joelhos no chão. Passaram por nos tão depressa que me senti
como se estivesse indo na contramão de uma corrida de velocidade. Com o
barulho das motos cheguei a ficar todo arrepiado e logo pensei … um dia
volto aqui com a R1! O que sem duvida nenhuma será uma experiência a parte.
A passagem pelo Gap nem é uma coisa demorada e longa, pois como dissemos são
apenas 11 milhas de trajeto. Mas, a sensação de poder ter passado por esse
lugar, que é uma das estradas mais consideradas por bikers de todo o mundo,
é indiscutivelmente fascinante. A visão da chegada ao Deals Gap Motorcycle
Resort da aquela sensação gratificante de se ter realizado um sonho! O posto
de gasolina repleto de bikes de todas as marcas e modelos. Gente andando pra
todo lado, comprando lembranças e camisetas para registrar a aventura
vivida. Ficamos por La um bom tempo. Vimos a “Tree Of Shame – Arvore da
Vergonha”. Ela esta repleto de partes e pedaços de bikes acidentadas no Gap.
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Isso e uma forma de ate mesmo de lembrar o
pessoal que o respeito a estrada e primordial, pois muitos já perderam a
vida por La. Também conhecemos e conversamos com diversas pessoas. Eram de
todas as partes do pais e de muitos outros países também. Eles contam com um
hotel e ate mesmo um camping. Os preços são bem razoáveis com quartos cujo
preço varia entre 50 e 70 dólares. O camping custa 12 dólares por barraca
com direito a duas pessoas. Muitos ficam por La, pois fazem o mesmo trajeto
de subida e descida varias vezes. No nosso caso, como já estava ficando
tarde e a volta a base seria longa, decidimos continuar descendo a montanha
rumo ao Tennesse, cuja trajetória muitos consideram como um Mini Gap.
Tivemos que parar para abastecimento. Não foi meu caso, mas alguns
precisavam adicionar um pouco mais de gasolina ao tanque para chegar a
cidade mais próxima. Mas para surpresa geral o galão estava a mais de cinco
dólares. Aquela historia da demanda e da procura … mas, como você não tem
opção, pois e o único posto de gasolina na área, o jeito é pagar. Eu e
Emmette nem reabastecemos. Deixamos para fazê-lo no próximo posto. O pessoal
acabou colocando somente dois galões cada um. Seguimos nosso caminho, mas
todos com um grande sorriso nos rostos. Foi demais! Ao chegarmos ao pé da
montanha já estávamos na Carolina do Norte novamente. Para que não
demorássemos muito não voltamos através das montanhas. Seguimos pela Highway
ate nossa base em Waynesville. Demos uma parada para o jantar e por isso
demoramos muito. Chegamos a base era mais de 10 da noite e não havia luz
suficiente para ver os caminhos, só os faróis das bikes. A subida ao
driveway mais uma vez foi uma novela … rs … mas no fim deu tudo certo,
estacionamos as motos e nos reunimos na cozinha pra bebemorar a aventura do
dia! |
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