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Bike Ride – North Carolina 

Great Smoky Mountains

16 a 25 de Maio de 2008

 

 

Dia # 03 – Domingo, 18 de Maio de 2008

A turma acorda cedo … seis da manha o movimento já começa. Nem precisa despertador. Todos sabemos que o goal e aproveitar o máximo possível e o horário pra saída, sem exceções, 8 da manha … todo mundo em cima das bikes.
A temperatura estava bem baixa, todos estávamos bem equipados com hoodes, luvas, casacos mais pesados e principalmente capacetes … uso obrigatório nos estados que visitaríamos. Esperávamos tempo nublado para o período da tarde e possíveis chuvas.O dia já amanheceu bem nublado e já saímos preparados pra qualquer eventualidade. Planejamos rodar somente com o dia claro. Voltaríamos a nossa base antes do anoitecer … mas …!
A primeira parada foi para encher o nosso tanque. Decidimos não cozinhar muito na cabine, somente o necessário. Escolheríamos os restaurantes ao longo do caminho. Também tínhamos algumas indicações de lugares interessantes e que deveriam ser visitados.
Apos o café da manha partimos em direção a Great Smoky Mountains – National Park. Passamos por Maggie Valley em direção a Cherokee. Ao chegarmos la paramos no Centro de Informações Turísticas que e localizado bem ao pé da montanha. La se encontra também uma área que é reservada a reproduzir como os exploradores da época viviam no local. Fizemos uma checagem dos mapas e dos locais aonde queríamos ir, mas fomos informados que no topo da montanha estava chovendo e com muita neblina. Inclusive obtivemos informações com alguns bikers que estavam descendo. Eles disseram que a visibilidade estava muito comprometida e esperar o tempo melhorar seria mais seguro. Os caminhos estavam muito escorregadios e todos que estavam no topo estavam retornando. Refizemos nossos planos e partimos para visitar a cidade de Cherokee. Demos um role pelas lojas e conversamos com diversos bikers que estavam espalhados pela cidade.

 

 

 

Todos esperando a chuva, que tinha apertado um pouco mais, passar, e retornar as montanhas. Clark, que estava sem capa de chuva, resolveu comprar uma de ultima hora e foi uma gargalhada geral quando ele apareceu com a capa que escolheu. Ele comprou uma Duster. Uma capa preta comprida e pesada que vai ate a canela. Clarck é canadense, mas mora na America desde moleque. Ele e bem grande e tem um bigodão que marca sua imagem aonde quer que vá. Estava parecendo um Bad Biker de filmes antigos. Quando a chuva deu uma estiada resolvemos voltar através da Blue Ridge ParkWay em direção a Waynesville, onde estava nossa base.

A principio, mesmo com pouca chuva estávamos subindo bem. Porem, a medida que fomos atingindo a parte mais alta a visibilidade começou a ficar cada vez pior. As nuvens estavam cobrindo todo o topo ate que chegou um ponto onde não conseguíamos ver 20 metros a nossa frente. Os óculos estavam embaçando com a chuva e a diferença de temperatura. Tivemos que parar! Paramos num dos vários pontos de observação ao longo da subida. A temperatura caiu bastante. Ficamos ai por quase uma hora. Poucos eram os bikers que se arriscavam a seguir a jornada. Um grupo de sport Bikes parou no mesmo local e ficamos conversando. Resolvemos seguir caminho a frente, pois era melhor que retroceder. A visibilidade continuava pouca e seguimos lentamente e cautelosamente.

 

A principio o combinado seria deixar a Blue Ridge na primeira saída a frente. Só que … Clark, que estava na frente seguido de Mike & Sue e Rich acabaram se distanciando de nos e Emmette. Ficamos um pouco para trás pois nossas bikes eram as maiores e as mais pesadas do grupo. Nos deparamos com duas saídas … uma a esquerda e a outra seguia em frente. Como não vimos aonde eles entraram resolvemos seguir em frente, pois supomos que se eles houvessem virado a esquerda, teriam parado e nos esperado. Resultado … eles haviam virado a esquerda! Quando notaram que não estávamos atrás eles voltaram, mas nos já havíamos passado por aquele ponto. Eu, Teresa e Emmette resolvemos continuar em frente, pois a estrada era muito estreita e não encontramos um ponto para retroceder. Sabíamos que o caminho nos levaria a nossa base, mas voltamos a subir a montanha e chegamos no seu ponto mais elevado. A chuva apertou um pouco e a visibilidade estava terrível. Mesmo assim, fomos seguindo devagar.
Alcançamos a descida e depois de mais ou menos uma hora e meia encontramos um posto de gasolina numa planície, num pequeno povoado. O frio estava demais. As luvas molhadas e nossas mãos já estavam ficando roxas. Bebemos algo pra esquentar. Verificamos nossa posição e demos um telefonema para os outros. Eles já estavam de volta a nossa base. Esperaram um pouco por nos e resolveram seguir pela saída a esquerda que haviam tomado.

Emmette havia afirmado que saberia como voltar a base, pois ainda não estávamos familiarizados com o caminho. Só que quando chegamos a cidade ele também não se lembrava. Ai a solução foi passar ao plano B. Pegamos o GPS, que estava na nossa bike, colocamos o endereço da Cabine, que já estava programado. Demoramos um pouco, pois com o tempo muito nublado o GPS não estava conseguindo captar o sinal do satélite. Assim que recebemos o sinal demos a partida e mais 35 minutos depois estávamos na Cabine. Mas, um detalhe … A subida para a casa era um capitulo a parte. O que já era difícil no seco, por causa de ser muito ingrime, no molhado ficou muito mais.

Eu e Emmette tínhamos mais dificuldades pelo peso das bikes. Tivemos que seguir direto ao driveway do vizinho, pois o angulo da curva que se fazia para chegar ao nosso driveway era muito fechado e escorregadio. As outras bikes não tinham tanto problema, mas mesmo assim todos estavam cuidadosos, pois todos tinham um pouco de dificuldades para chegar a Cabine. No final deu tudo certo, mas depois desse acontecimento todos resolvemos modificar nosso procedimento. Decidimos também sempre voltar a base ainda com a luz do dia. O sol só estava se pondo por volta das 8 da noite e isso nos daria uma grande jornada diária. A rua que dava subida a cabine não tinha luz, só nas casas, mas como a maioria delas estava vazia era o mesmo que nada. Resolvemos carregar o GPS em todas as rides. Clark comandava o grupo e ele tinha um GPS na bike dele, mas como garantia seria melhor. Nos reunimos na cozinha, fizemos um rango, conversamos sobre o dia e ate assistimos um filme. O dia foi longo e todos pegaram no sono rapidinho. Muito cedo estaríamos de PE novamente e o dia seguinte prometia frio, mas tempo claro com sol.

 

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Vídeo da viagem feito no terceiro dia:

http://www.youtube.com/watch?v=KbGiGyhNvus 
 
http://www.youtube.com/watch?v=JU7iu-Gi6lc  

http://www.youtube.com/watch?v=bxgwMHNaa6M 
 
http://www.youtube.com/watch?v=0Vhn7bbCY48
 

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